23 maio 2006

Instituto Nacional de Investidores

O Instituto Nacional de Investidores - INI, é uma instituição sem fins lucrativos voltada para a educação e orientação para quem quer aplicar na bolsa de valores.

É inspirado na National Association of Investors Corporation (Naic), uma entidade americana fundada nos Estados Unidos em 1951 em meio à explosão dos clubes de investimentos. Hoje ela conta com 400 mil associados distribuídos em 50 mil clubes. Assim como a Naic, o INI é uma instituição criada para divulgar a cultura do investimento em ações, usando basicamente os mesmos princípios da entidade americana. Vejamos:

Investir regularmente - Todos os meses, em períodos de alta ou de baixa do mercado, que é um princípio básico para criar uma poupança de longo prazo. Aplicando uma quantia fixa sempre, compra-se as ações por um preço médio, que é uma forma de amenizar as oscilações da bolsa e ganhar com a valorização no longo prazo.

Apesar da recomendação parecer óbvia, a maioria dos investidores brasileiros tem a mania de só ir para a bolsa depois que o mercado subiu e acaba saindo quando a bolsa cai. Com as compras constantes, o investidor dilui o risco e consegue um retorno razoável, evitando o risco de entrar e sair no pior momento.

Reinvestir todos os ganhos - Isso inclui todas as formas de lucro com as ações, tanto os dividendos pagos anualmente pelas empresas como os juros sobre capital próprio. Isto permitirá que os ganhos cresçam com Juros Compostos. O investidor que faz isso ganha mais do que se deixasse apenas o capital original aplicado.

Investir em empresas com grande crescimento - Selecionar ações de empresas com vendas e lucros que tenham crescido mais que o Produto Interno Bruto nos últimos anos. Investir naquelas com perspectivas de manter esse crescimento no futuro. Cada companhia tem um ciclo de vida, muitas já atingiram sua maturidade e tendem a se estabilizar em termos de participação de mercado. O ideal para o investidor é procurar empresas que estão na fase ainda de crescimento ou que tem espaço para ampliar seu mercado.

Diversificar ativos - Algumas ações terão rendimentos menores que o esperado, outras maiores. Investindo em várias ações diferentes, obtém-se um crescimento médio. Assim, um rendimento abaixo do previsto não provocará um grande desequilíbrio. Isto é, diversificando o risco, evita-se ficar com a maioria dos recursos em uma única empresa.

Exigir boa governança corporativa - Procurar investir em empresas que adotam regras que garantam o fornecimento de informações rigorosas sobre as contas da empresa, que estimulem o aumento da liquidez das ações na Bolsa e que protejam os acionistas minoritários de decisões dos controladores que possam prejudicá-los.

É um princípio que faz mais sentido no Brasil, um país com seu mercado de capitais ainda em desenvolvimento. Por isso, é importante para o investidor olhar como a empresa é gerida, quem toma as decisões, como é o tratamento dado aos acionistas, sua transparência. São fatores que podem mudar o futuro de uma empresa da noite para o dia.

Outro diferencial do INI é o software que faz projeções das ações e um banco de dados com cerca de cem companhias. A ferramenta analisa indicadores como o lucro por ação das companhias, o crescimento de suas vendas e a relação entre o preço e o lucro por ação. Isso ajuda o investidor a garimpar informações e encontrar oportunidades.