Clubes de Investimento
Os clubes de investimento em ações são grupos formais de pessoas físicas com o objetivo de aplicar recursos em títulos e valores mobiliários, ou seja, são associações de investidores que desejam investir em ações de empresas, tornando-se sócios delas.
As principais vantagens de um Clube de Investimentos são:
· Autonomia, pois existe a influência dos membros na gestão do clube, o que traz maior flexibilidade em ajustar a carteira ao perfil do grupo;
· Baixo custo, pois a taxa de administração é mais baixa, se comparada a um fundo de ações oferecido pelos bancos, pois a estrutura do clube é mais enxuta;
· Simplificação da declaração de imposto de renda, pois o mesmo só é cobrado quando ocorre algum resgate de cotas, e a alíquota incidente pode ser de até 15% se o clube possuir uma carteira com no mínimo 67% em ações, restando apenas informar na declaração anual a quantidade de cotas do clube que possui.
· Diversificação dos recursos, pois com um volume maior originado pela soma dos recursos de cada integrante, é possível diversificar a aplicação investindo em ações de diferentes empresas e setores da economia, podendo ainda ser aplicado uma quantia de até 49% do patrimônio do clube em renda-fixa;
· Transparência, pois cada participante do clube recebe um extrato, semelhante ao bancário, com toda a movimentação do clube. O extrato contém informações como o valor do patrimônio do clube, número de cotas, valor da cota, rendimento no período e a participação individual do acionista no total do clube;
· Acessibilidade, pois qualquer pessoa pode aplicar, mesmo que não tenha grandes recursos, através do clube de investimento. Pequenas quantias mensais fazem toda a diferença no longo prazo.
Os procedimentos para a criação de um clube de investimento são simples. Eles podem ser criados por empregados de uma mesma empresa ou por um grupo de pessoas que têm objetivos comuns, como professores, donas-de-casa, médicos, aposentados, universitários, entre outros.
Para criar um clube de investimento são necessárias três figuras importantes: o administrador, que deve ser uma corretora integrante da Bovespa, que responderá pelo recolhimento de impostos e envio de correspondências, por exemplo; o gestor, que pode ser uma pessoa ou um comitê formado por três pessoas, que cuidará da carteira de ações do clube; e o representante dos condôminos, que é o elo entre os cotistas e a administração.
Os clubes são legalmente registrados e fiscalizados pela Bovespa e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sendo o gestor e o administrador responsáveis por prestar informações sempre que solicitados quanto ao andamento e procedimentos adotados pelo clube.
O clube é encarado como o melhor caminho para se iniciar no mercado de ações. Nele, os riscos são divididos, o que não se consegue aplicando-se individualmente na bolsa, e o poder de decisão está bem mais próximo dos investidores do que em um fundo de ações administrado por um banco.
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