02 abril 2007

Palestra

Em primeiro lugar gostaria de agradecer a todos que prestigiaram a palestra de hoje, o retorno de todo o trabalho é poder levar a informação e o conhecimento a vocês, mais uma vez obrigado.

O tempo foi pouco para responder a todas as dúvidas, e justamente por isso temos este canal de comunicação.

Enviem suas perguntas, sugestões e solicitações para clubedeinvestimento@gmail.com.

Em segundo lugar gostaria de enfatizar o objetivo desta noite, que foi demonstrar o fácil acesso à bolsa de valores para pequenos investidores através dos clubes de investimento.

O PROVER foi apenas uma demonstração disto. Não servindo como espaço de divulgação do clube especificamente ou para tentar captar novos cotistas, mas sim para exemplificar que é possível a todos os interessados comprarem empresas da Bovespa e investirem no mercado de renda variável.

Como disse, existem quase 1.500 clubes no país e a cada dia é aberto mais um.

Se apenas uma pessoa que assistiu a palestra se interessar em montar seu próprio clube, reconheço que cumpri o meu objetivo.
SUCESSO!

13 junho 2006

Sociedades em Promoção

Aproveitando-me do histórico recente do mercado, onde o Índice Bovespa acaba de recuar até a margem do primeiro pregão do ano, gostaria de discutir hoje pelo menos dois indicadores básicos da análise fundamentalista das empresas que são: a razão Lucro por Ação (LPA) e a razão Preço/Lucro (P/L).

O LPA é uma conta bem simples, soma-se o lucro líquido da empresa nos últimos doze meses, na verdade, últimos quatro trimestres, pois a divulgação do resultado é trimestral. De posse desse lucro líquido total, dividimos este valor pelo número total de ações emitidas pela empresa e encontramos a razão LPA, que indica o quanto de lucro líquido cada ação da empresa está atrelada.

Por exemplo se nos últimos quatro trimestres o lucro líquido da empresa XYZW foi de 2,2 2,4 2,5 e 2,4 milhão de reais a soma é igual a 9,5 milhões. Se a empresa possuir 380 mil ações, dividimos 9.500.000 por 380.000 e encontramos R$25,00 por ação. Este é o valor do LPA e quanto de lucro líquido cada ação da empresa corresponde.

É evidente que quanto maior o lucro maior será o LPA.

Já a razão Preço/Lucro (P/L) é a divisão do valor da cotação pelo LPA. Por exemplo, a cotação da empresa citada anteriormente é R$100,00, logo o seu P/L será 100/25, o que resulta o total de 4, a unidade do P/L é dada em anos, logo são de 4 anos o tempo necessário para se obter o retorno do investimento.

É como se você comprasse um imóvel por R$100.000,00 (cotação) e cobrasse um alguel anual de R$25.000,00 (Lucro Líquido), fica evidente que você retornará ao capital original no final de quatro anos. Obs.: Se você achar este imóvel à venda me comunique, pois negócio assim com imóveis não se vê todo dia! Já com ações não é raro vermos P/L em torno de 3 a 5.

É justamente este o motivo deste artigo, a recente queda das cotações da bolsa de valores brasileira proporcionou a compra de grandes ações, isto é, grandes oportunidades de negócio e de sociedade a um P/L bem baixo.

A lucratividade de uma Usiminas, Petrobras, Vale do Rio Doce, Bradesco, etc, não acompanha as cotações do mercado, logo quando o preço destas ações despenca, como aconteceu ao longo do último mês, e acredito que deverá continuar acontecendo por algum tempo, a razão P/L cai proporcionalmente, o que reflete um tempo menor para o retorno dos investimentos.

Infelizmente o pequeno investidor é muito influenciado pelos "ventos do mercado", onde geralmente compra-se já na exaustão de um movimento de alta e vende-se no deflagrar do movimento de baixa, muitas das vezes concretizando um prejuízo.

Com um P/L baixo você terá um retorno do seu investimento em menor tempo que em uma razão P/L alta, logo o momento oportuno para se tornar sócio das grandes e melhores empresas é quando ocorre a desvalorização momentânea de suas cotações.

Porém é fundamental atentar para o desempenho geral da empresa, se o histórico de crescimento das vendas e dos lucros não atende as expectativas, nada adianta um P/L mais baixo que o habitual, na verdade, o próprio mercado já desconta o fraco desempenho da empresa no valor de suas cotações.

Procure entender que as ações são um vínculo societário entre o investidor e a empresa, selecione cuidadosamente as ações que você deseja comprar, e se sairá muito melhor que aqueles que só seguem as ações da moda, que na maioria das vezes não sabem nem o que ela produz.

05 junho 2006

O Real Desempenho das Estrelas

Você já percebeu que o crescimento histórico das empresas que hoje dominam o índice Bovespa é bem superior ao crescimento do próprio índice?

Em outras palavras, quero dizer que quando olhamos a rentabilidade acumulada pela Bolsa de Valores, olhamos a rentabilidade acumulada do Ibovespa, e não das empresas que hoje fazem parte deste índice, posto que há uma mudança periódica na composição do mesmo.

Vou explicar...

O Ibovespa é o principal índice de referência da Bolsa de Valores de São Paulo, é sobre este índice que vemos o noticiário informar quando a bolsa subiu ou caiu, porém não são raras as vezes que vemos uma ou mais ações contrariarem a indicação do índice e fecharem o dia na "contra-mão".

O Ibovespa é uma carteira teórica de ações, as quais devem responder por mais de 80% do número de negócios e do volume financeiro verificados no mercado à vista da BOVESPA.

Isto posto, é fácil entender que nem sempre as nossas "estrelas" ocuparam este lugar no índice, portanto o que temos de composição para o índice hoje é o retrato recente das movimentações financeiras dos papéis, uma ação de destaque no passado, que fazia parte do Ibovespa, pode ter perdido o lugar para uma outra, que na época não possuía nenhum destaque.

Vamos exemplificar...

Na composição atual do índice as cinco primeiras ações são: Petrobras PN, Vale do Rio Doce PNA, Telemar PN, Usiminas PNA e Bradesco PN, todas estas cinco ações juntas formam mais de 35% de participação no Ibovespa, em um total de 56 papéis.

Vejamos...

Desde 04/01/1999 até hoje o Ibovespa acumula uma alta de 446,64%, e certamente a sua composição mudou muito durante estes sete anos, e é justamente por este fato que a comparação da rentabilidade das ações fica comprometida, perceba...

No mesmo período as nossas atuais "estrelas" que na época tinham o seu brilho apagado, valorizaram no mesmo período: Petrobras 1.842,6%, Vale do Rio Doce 1.171,7%, Bradesco 1.176,1% e Usiminas com surpreendentes 3.281,9%, apenas a Telemar ficou atrás neste comparativo com míseros 213,9% perdendo feio para o Ibovespa, mas ainda ganhando e muito da caderneta de poupança que rendeu no mesmo período ridículos 95%.

O objetivo aqui é primeiramente mostrar que deve-se sempre rever a carteira de ações, pois as "estrelas" do passado hoje podem estar mais para estrelas cadentes. E em segundo lugar mostrar o cálculo real da rentabilidade das ações em uma análise baseada em papéis específicos e não realizada com mudança de papéis conforme a seleção do Ibovespa.

03 junho 2006

A Bolsa Caiu! E agora? Compro ou Vendo?

O nome "renda variável" já é, por si só, uma boa definição do comportamento do preço das ações no mercado, isto é, o que hoje vale R$50,00, no próximo mês pode estar valendo, por exemplo, entre R$40,00 e R$60,00

Para os compradores do papel a R$ 40,00 ou R$50,00, a suposta cotação de R$60,00 já representa um ganho bruto de 50% ou 20% respectivamente, porém quando esta cotação começa a cair surge na maioria dos investidores um impulso pela venda do papel e conseqüente realização de lucro.

Algo errado nessa prática? Eu digo que não, é apenas uma questão de estratégia, quem está no mercado visando o curto prazo sempre procurará sair do mercado em momentos de queda, para poder voltar quando houver uma melhor perspectiva de reversão da tendência baixista, ponto no qual comprará novamente as ações e aguardará um novo momento para vendê-las.

Um ponto fraco desta estratégia é que nunca será possível identificar o ponto mais alto e o mais baixo do gráfico de uma ação. O motivo é simples, quando os preços estão subindo vão formando cada vez mais pontos altos no gráfico, qual deles será o maior? Se continuar a subir será o próximo! É simples, quando o mercado começar a cair e marcar esta inclinação no gráfico você identificará o ponto mais alto entre todos, que nesta altura já será passado.

Para a baixa vale o mesmo raciocínio, o ponto mais baixo que a cotação atingiu foi aquele que a tendência reverteu e ficou marcado lá trás no passado agora histórico da cotação.

É impossível prever com precisão os pontos de reversão da tendência do mercado, não desprezo as técnicas de análise gráfica, mas se fossem 100% garantidas todos os que a usam seriam bilionários.

É fundamental perceber que no mercado à vista da Bovespa o que se compra é uma empresa e não apenas uma cotação, as quedas freqüentes da bolsa, para muitos é uma perfeita oportunidade de compra, pois estes se preocupam mais com a companhia que com a cotação, e estão olhando no futuro todas as perspectivas de crescimento da empresa.

Resumindo, a emoção de vender o papel e efetivar o lucro é normal e até assumida pelos que enxergam as ações somente no curto prazo, contudo para o grupo que está preocupado com o futuro, não deve ser descartada a boa oportunidade de se comprar "barato" aquela empresa que você tanto acredita e quer ser sócio. Se você está no mercado de ações com o objetivo de formar poupança não deixe escapar as chances!

A Bolsa Caiu! E agora? Compro ou Vendo? É uma pergunta que será respondida de acordo com os seus objetivos, se for o presente venda, se for o futuro compre mais!

29 maio 2006

A desvantagem dos clubes de investimento

Por lei, o patrimônio de um clube de investimento deve, obrigatoriamente, ser constituído de no mínimo 51% em ações, podendo subir, atingindo um piso de 67% caso se pretenda pagar apenas 15% no imposto de renda. Não há limite máximo.

Quando o mercado está em grande movimento de alta esta situação nunca é problema, porém quando a tendência se inverte e a bolsa acumula rentabilidade negativa ao longo do mês, estar “preso” em uma carteira de ações pode não ser a opção de muitos investidores.

Pensar assim, não é errado, é uma questão de perfil. Aqueles que se apegam às oscilações constantes do mercado irão preferir investir individualmente, pois caso a tendência de alta se reverta em algum momento, este tipo de investidor está pronto para migrar seus recursos da renda variável para renda fixa.

Se você pensa assim é melhor mesmo não entrar em um clube, pois o seu perfil não é adequado a este tipo de produto, ou pelo menos reflita um pouco sobre a sua postura, lembre-se que este é um mercado de renda variável.

Contudo se você conhece o mercado e sabe que o investimento em ações é para o longo prazo, e que não deve se importar com o sobe e desce dos papéis, pois conhece as outras formas de ganhar dinheiro com ações, sem ser pela oscilação do preço de mercado. Seja muito bem vindo ao mundo dos Clubes de investimentos.

Um aspecto importante sobre as mudanças no perfil dos investidores é o amadurecimento de sua postura diante de situações de desvalorização dos preços das ações. Quando negociamos com ações, é importante recordar que as principais formas de ganho são por meio da propriedade e da comercialização.

Onde os ganhos por meio da propriedade são resultantes da manutenção em carteira das ações de empresas lucrativas que distribuem seus resultados aos acionistas (dividendos e juros sobre capital próprio). Estes ganhos não são vinculados ao desempenho dos preços das ações no mercado, mas sim, ao desempenho da empresa em seu segmento.

Já os ganhos resultantes da comercialização referem-se à diferença de preços entre a compra e venda das ações. Um exemplo é quando compramos um papel por R$ 100,00 e o vendemos por R$ 110,00. Neste caso houve um ganho de 10% sobre cada ação negociada. Esta é a forma mais conhecida de se obter lucro com as ações, mas como vimos, não é a única. O problema da busca por este tipo de ganho é quando as expectativas de alta não se concretizam e ocorrem perdas resultantes da venda das ações a preços abaixo dos comprados.

Os clubes de investimento estimulam os ganhos por meio da propriedade, e muitos até reinvestem os lucros advindos desta posse em novas ações, aproveitando-se desta forma de um momento de instabilidade no mercado acionário e multiplicando seus ganhos no futuro.

Nos clubes costuma-se analisar as empresas e não o comportamento do mercado, os fundamentos das empresas são a referência e por isso representam um porto seguro, pois a diferença entre o preço negociado em bolsa e o valor real da empresa é um aspecto temporal que no médio prazo tende ao equilíbrio.

Além disso, os investidores que estão chegando ao mercado acionário encontram uma nova realidade, pois o mercado se aperfeiçoou muito nos últimos anos, tornando-se mais seguro e transparente.

Mas não se esqueça: o risco do investimento de um clube é correspondente ao do mercado acionário, ou seja, o produto exige perfil adequado para suportar as oscilações do mercado. O clube, em momento algum, pode prometer alguma rentabilidade ou usar o passado como referência para projetar crescimento futuro.

27 maio 2006

Clubes de Investimento

Os clubes de investimento em ações são grupos formais de pessoas físicas com o objetivo de aplicar recursos em títulos e valores mobiliários, ou seja, são associações de investidores que desejam investir em ações de empresas, tornando-se sócios delas.

As principais vantagens de um Clube de Investimentos são:

· Autonomia, pois existe a influência dos membros na gestão do clube, o que traz maior flexibilidade em ajustar a carteira ao perfil do grupo;

· Baixo custo, pois a taxa de administração é mais baixa, se comparada a um fundo de ações oferecido pelos bancos, pois a estrutura do clube é mais enxuta;

· Simplificação da declaração de imposto de renda, pois o mesmo só é cobrado quando ocorre algum resgate de cotas, e a alíquota incidente pode ser de até 15% se o clube possuir uma carteira com no mínimo 67% em ações, restando apenas informar na declaração anual a quantidade de cotas do clube que possui.

· Diversificação dos recursos, pois com um volume maior originado pela soma dos recursos de cada integrante, é possível diversificar a aplicação investindo em ações de diferentes empresas e setores da economia, podendo ainda ser aplicado uma quantia de até 49% do patrimônio do clube em renda-fixa;

· Transparência, pois cada participante do clube recebe um extrato, semelhante ao bancário, com toda a movimentação do clube. O extrato contém informações como o valor do patrimônio do clube, número de cotas, valor da cota, rendimento no período e a participação individual do acionista no total do clube;

· Acessibilidade, pois qualquer pessoa pode aplicar, mesmo que não tenha grandes recursos, através do clube de investimento. Pequenas quantias mensais fazem toda a diferença no longo prazo.

Os procedimentos para a criação de um clube de investimento são simples. Eles podem ser criados por empregados de uma mesma empresa ou por um grupo de pessoas que têm objetivos comuns, como professores, donas-de-casa, médicos, aposentados, universitários, entre outros.

Para criar um clube de investimento são necessárias três figuras importantes: o administrador, que deve ser uma corretora integrante da Bovespa, que responderá pelo recolhimento de impostos e envio de correspondências, por exemplo; o gestor, que pode ser uma pessoa ou um comitê formado por três pessoas, que cuidará da carteira de ações do clube; e o representante dos condôminos, que é o elo entre os cotistas e a administração.

Os clubes são legalmente registrados e fiscalizados pela Bovespa e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sendo o gestor e o administrador responsáveis por prestar informações sempre que solicitados quanto ao andamento e procedimentos adotados pelo clube.

O clube é encarado como o melhor caminho para se iniciar no mercado de ações. Nele, os riscos são divididos, o que não se consegue aplicando-se individualmente na bolsa, e o poder de decisão está bem mais próximo dos investidores do que em um fundo de ações administrado por um banco.

Como Investir em Ações?

Existem três formas básicas para se investir em ações, são elas:

Individualmente: É quando você procura uma corretora de valores, cadastrada na Bovespa, e abre a sua conta. A partir daí, você já está pronto para enviar as ordens de compra e venda dos papéis, de acordo com sua própria vontade.

É você quem exerce a função de gestor do seu dinheiro, definido o que comprar, quando comprar e quando vender se for o caso. É claro que as corretoras vão fornecer sugestões e recomendações, que na maioria das vezes, são boas dicas de investimento.

É uma boa maneira de se investir, e tem crescido muito no Brasil nos últimos anos. Em 1996 as pessoas físicas representavam menos de 10% do volume financeiro da bolsa de valores nacional, hoje já são 30%.

Uma ferramenta foi fundamental para proporcionar todo este crescimento, o Home Broker, sistema de envio de ordens através da Internet, que no início (1999) era disponibilado por apenas quatro corretoras e hoje já são 51 a disponibilizar o serviço.

Através do Home Broker (HB), o cliente emite ordens de compra e venda de ações, recebe as recomendações de investimento da corretora, tem acesso à contabilidade das empresas que quer investir, acessa sua conta na corretroa, entre muitos outros recursos.

Lembre-se antes de investir você deve procurar referências da corretora junto a Bovespa e a CVM.

Fundo de ações: Os fundos de ações são produtos oferecidos pelos bancos, são grandes produtos que reúnem muitos clientes. Ao abrir uma conta corrente em um banco você já pode investir em fundo de ações.

Neste tipo de investimento você tem mais comodidade pois não precisa enviar ordens e acompanhar o mercado, basta depositar seu dinheiro e ele já estará "ao sabor da renda variável". Quem faz a gestão do seu dinheiro são os profissionais do banco. É um produto muito utilizado pela sua praticidade.

Existem de vários tipos, como os que se concentram em um determinado papel, os que perseguem a rentabilidade do Ibovespa, os que só investem em empresas ambientalmente corretas, enfim, tem pra todo gosto!

Clube de Investimento: É a forma mais simplificada para se investir, ao fazer parte de um clube, você estará se juntando a um grupo de pessoas que tem o mesmo propósito que você.

Os clubes de investimento são muito comuns nos Estados Unidos, o mercado de capitais mais desenvolvido do mundo, e no Brasil são cerca de 1.388 clubes com 115.000 cotistas e um patrimônio de 8 bilhões de reais.

No clube, cada pessoa que possui uma conta individual em uma corretora de valores, cadastrada na Bovespa, pode através desta conta, assinar um termo de adesão a um clube de investimento que se adeque ao seu perfil e se tornar cotista deste clube.

No clube a gestão pode ser feita de três formas diferentes: pela própria corretora, pelos representantes do clube, que são cotistas escolhidos pelos demais ou pela parceria entre corretora e representantes, chamada de gestão compartilhada.

Cada cotista tem a sua conta individual e nela acesso ao seu saldo no clube, a quantidade de cotas que possui, o valor de cada cota e performance do clube.

Os clubes de Investimento possuem muitas vantagens sobre as outras duas formas de investimento em ações, para saber mais leia o artigo sobre Clubes de Investimento.

23 maio 2006

Risco do Mercado Acionário

Ações são ativos de renda variável, ou seja, não oferecem ao investidor uma rentabilidade garantida, previamente conhecida. Por não oferecer uma garantia de retorno, este é um investimento considerado de risco.

A rentabilidade dos investimentos é composta de dividendos ou participação nos resultados e benefícios concedidos pela empresa emissora, além do eventual ganho de capital advindo da venda da ação. Em diversos momentos é possível obter rentabilidade negativa neste mercado.

Os fatores que influenciam as ações são muitos, tais como desempenho da empresa, comportamento da economia brasileira e internacional, situação política, entre outros inúmeros motivos. Por esta razão, é aconselhável que o investidor não dependa exclusivamente do recurso aplicado em ações para gastos imediatos e que tenha um horizonte de investimento de médio e longo prazos, quando eventuais desvalorizações das ações poderão ser revertidas.

Em outras palavras, nunca aplique todos os seus recursos em ações, diversifique, invista uma parcela em renda fixa, imóveis ou até mesmo poupança!

Embora investir em ações tenha o seu risco, elas são parcelas do capital de companhias abertas, e ao comprá-las, o investidor torna-se acionista de uma empresa submetida à vigilância da Comissão de Valores Mobiliários (CVM, autarquia federal), da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), à diligência das empresas de auditorias, ao seu próprio conselho fiscal e às regras de governança corporativa.

São várias empresas listadas na bolsa brasileira, são oportunidades de negócios. Você quer ser sócio de uma grande empresa de petróleo? De um banco? De uma grande siderúrgica ou metalúrgica? De uma fábrica de bebidas multinacional? De uma cadeia de supermercado ou loja de departamento?

Para ser bem sucedido no mercado acionário, você deve seguir duas regras: comprar os ativos certos e carregar as ações por um tempo suficientemente longo.

Os riscos são divididos em cinco tipos, entenda-os:

Risco do ativo - É a incapacidade de prever o inesperado. Por exemplo: o fato de optar pelo investimento em ações da Petrobras significa que você estava exposto às flutuações do preço do petróleo ou aos riscos operacionais das plataformas de prospecção da empresa. Assim, este risco é particular do ativo escolhido (no caso, as ações da Petrobras), e distinto do risco que correria se, ao invés da Petrobas, tivesse adquirido ações da Vale do Rio Doce. A melhor forma de reduzir sua exposição ao risco de um determinado ativo é efetivamente diversificar suas aplicações.

Risco de mercado - Ao contrário do risco de ativo que, como mencionamos acima, pode ser minimizado através da diversificação, o mesmo não acontece com o risco de mercado. Isso não significa que a diversificação deva ser abandonada, mas apenas que, a partir de um certo momento, de nada adianta aumentar o número de ativos em que se investe, pois o risco de mercado permanece inalterado. Em parte, isso pode ser explicado pelo fato de que, em um mundo cada vez mais globalizado, flutuações nos preços de commodities internacionais, ou dificuldades enfrentadas por algumas economias, acabam refletindo na situação de outras economias.

Risco de Crédito - Quando você investe seu dinheiro pode-se dizer que você está "emprestando" esta quantia a alguém, em troca de algum tipo de retorno. Quando compra ações, o empréstimo está sendo feito para a empresa alvo da ação. É fácil entender o conceito de risco de crédito, que é o risco que você corre da empresa vir a quebrar e você, como acionista, não ver seu dinheiro de volta. Neste contexto, a melhor forma de reduzir o risco de crédito também é a diversificação através da aplicação em ações de várias empresas

Risco de liquidez - O termo liquidez reflete o custo, tanto em termos de prazo quanto de dinheiro, que um determinado ativo transforma-se efetivamente em dinheiro. Quanto maior este custo, menor a liquidez do ativo, e vice-versa. Este é, por exemplo, um dos maiores riscos de se investir em imóveis. Isso porque, se precisar do dinheiro, terá que ou esperar algum tempo para consegui-lo, ou abrir mão da quantia inicial e vendê-lo mais barato, já que é preciso encontrar um comprador. O investimento em ações , dependendo da empresa e do momento, pode ser difícil de ser liquidado.

Risco Operacional - Decorrente da falta de consistência e adequação dos sistemas, processamento de operações, bem como de falhas nos controles internos, fraudes ou qualquer outro evento deste tipo.

O investidor deve alocar seus recursos de acordo com suas necessidades e seu perfil. Se o investidor busca maiores retornos precisa assumir maiores riscos. Portanto, o investimento mais adequado é aquele que atende aos seus objetivos financeiros ao longo do tempo e com a melhor relação entre risco e retorno.

A parcela de recursos disponível para um prazo maior pode ser direcionada para alternativas de investimento com maior risco e conseqüentemente com expectativas de maiores retornos. E recursos requeridos num prazo mais curto devem ser destinados para investimentos com menor risco e maior liquidez e conseqüentemente menores rentabilidades.

Instituto Nacional de Investidores

O Instituto Nacional de Investidores - INI, é uma instituição sem fins lucrativos voltada para a educação e orientação para quem quer aplicar na bolsa de valores.

É inspirado na National Association of Investors Corporation (Naic), uma entidade americana fundada nos Estados Unidos em 1951 em meio à explosão dos clubes de investimentos. Hoje ela conta com 400 mil associados distribuídos em 50 mil clubes. Assim como a Naic, o INI é uma instituição criada para divulgar a cultura do investimento em ações, usando basicamente os mesmos princípios da entidade americana. Vejamos:

Investir regularmente - Todos os meses, em períodos de alta ou de baixa do mercado, que é um princípio básico para criar uma poupança de longo prazo. Aplicando uma quantia fixa sempre, compra-se as ações por um preço médio, que é uma forma de amenizar as oscilações da bolsa e ganhar com a valorização no longo prazo.

Apesar da recomendação parecer óbvia, a maioria dos investidores brasileiros tem a mania de só ir para a bolsa depois que o mercado subiu e acaba saindo quando a bolsa cai. Com as compras constantes, o investidor dilui o risco e consegue um retorno razoável, evitando o risco de entrar e sair no pior momento.

Reinvestir todos os ganhos - Isso inclui todas as formas de lucro com as ações, tanto os dividendos pagos anualmente pelas empresas como os juros sobre capital próprio. Isto permitirá que os ganhos cresçam com Juros Compostos. O investidor que faz isso ganha mais do que se deixasse apenas o capital original aplicado.

Investir em empresas com grande crescimento - Selecionar ações de empresas com vendas e lucros que tenham crescido mais que o Produto Interno Bruto nos últimos anos. Investir naquelas com perspectivas de manter esse crescimento no futuro. Cada companhia tem um ciclo de vida, muitas já atingiram sua maturidade e tendem a se estabilizar em termos de participação de mercado. O ideal para o investidor é procurar empresas que estão na fase ainda de crescimento ou que tem espaço para ampliar seu mercado.

Diversificar ativos - Algumas ações terão rendimentos menores que o esperado, outras maiores. Investindo em várias ações diferentes, obtém-se um crescimento médio. Assim, um rendimento abaixo do previsto não provocará um grande desequilíbrio. Isto é, diversificando o risco, evita-se ficar com a maioria dos recursos em uma única empresa.

Exigir boa governança corporativa - Procurar investir em empresas que adotam regras que garantam o fornecimento de informações rigorosas sobre as contas da empresa, que estimulem o aumento da liquidez das ações na Bolsa e que protejam os acionistas minoritários de decisões dos controladores que possam prejudicá-los.

É um princípio que faz mais sentido no Brasil, um país com seu mercado de capitais ainda em desenvolvimento. Por isso, é importante para o investidor olhar como a empresa é gerida, quem toma as decisões, como é o tratamento dado aos acionistas, sua transparência. São fatores que podem mudar o futuro de uma empresa da noite para o dia.

Outro diferencial do INI é o software que faz projeções das ações e um banco de dados com cerca de cem companhias. A ferramenta analisa indicadores como o lucro por ação das companhias, o crescimento de suas vendas e a relação entre o preço e o lucro por ação. Isso ajuda o investidor a garimpar informações e encontrar oportunidades.

Quais são as formas de ganhar dinheiro com ações?

Esta é uma pergunta bem comum, as pessoas que não possuem intimidade com a bolsa de valores acreditam que comprar barato e vender por um preço maior é a maneira de obter ganho com as ações. É a mais comum, porém não é a única.

As empresas têm rendimentos e resultados que são distribuídos aos seus acionistas, vejamos:

1 - Benefícios pagos em dinheiro

Dividendos - A Lei das S.A. que rege o mercado de capitais, determina que no mínimo 25% do lucro líquido apurado pela empresa seja distribuído em forma de dividendos aos acionistas anualmente. No Brasil, o período inflacionário que vivemos no passado, reduziu a importância da distribuição de dividendos, mas com a queda dos índices de inflação a situação é outra. Os dividendos tornaram-se indispensáveis para escolha da ação de uma empresa.

Juros sobre Capital Próprio - São os outros proventos que o acionista recebe da empresa, eles não são pagos de acordo com o desempenho da empresa no período, mas se baseiam nas reservas de lucros, ou seja, nos lucros apresentados nos anos anteriores e que ficaram retidos na empresa. O pagamento de juros sobre capital próprio traz vantagens fiscais para as empresas, pois este valor é descontado sob a forma de despesa financeira e, quanto maior as despesas da empresa, menor o lucro e consequentemente menos Imposto de Renda ela vai pagar. Ruim para o Leão, Perfeito para os acionistas.

2 - Benefícios recebidos na forma de mais ações.

Bonificação - Ocorre quando há uma incorporação de reservas no capital social, aumentando o número de ações emitidas. Assim, quando há uma bonificação de 50%, por exemplo, cada acionista recebe gratuitamente, para cada duas ações que anteriormente possuía, uma ação nova.

Subscrição - Em épocas de aumento de capital por subscrição (nova emissão de ações realizada pela empresa), a empresa pode emitir Bônus de Subscrição. Os acionistas têm direito de preferência nas subscrições. Esse direito consiste na prioridade de adquirir, pelo preço de emissão, ações novas em quantidade proporcional às ações que possuem. Os subscritos (que comprarem as novas ações) ganham a diferença entre o valor do mercado e o preço de emissão.

Além de estar sujeito ao sobe e desce do mercado, existem outras maneiras de ganhar com as ações!

22 maio 2006

Os Ingredientes do Crescimento

www.educacaofinanceira.com
Não existe uma fórmula mágica para obter rentabilidade alta em períodos conturbados do mercado, mas quando temos o longo prazo por perspectiva, existem três componentes que fazem TODA a diferença.

São eles a regularidade das aplicações, o crescimento do capital acumulado com Juros Compostos, ou "juros-sobre-juros" e a taxa dos juros.

Vamos pensar um pouco sobre "juros-sobre-juros", o que isso quer dizer? você sabe?
Façamos um pequeno teste.
  • Você tem aplicado R$100,00 rendendo juros de 10% ao ano, com juros compostos, qual será o valor no final de três anos? Se você respondeu 100+10+10+10=130, você precisa conhecer o primeiro ingrediente da fórmula do crescimento que são os juros compostos.

Na verdade você terá 100+10=110, no primeiro ano, depois, no segundo ano 110+11=121 e finalmente no terceiro ano 121+12,1=133,1. Parece que quase não fez diferença, mas como você já deve saber, a diferença está no longo prazo, veja um exemplo:

  • A Ilha de Manhattan, em Nova York, foi comprada dos índios nativos americanos em 1624, por US$24. Uma bagatela não? Bem, se estes mesmos vinte e quatro dólares fossem aplicados com juros de 8% ao ano, valeriam, no final do ano 2000, US$88 trilhões, dinheiro suficiente para comprar toda a ilha de volta, com todos seus prédios, escritórios e equipamentos e mais todas as benfeitorias realizadas em 376 anos.

Juros Compostos, este é o segredo!

Com o passar do tempo o efeito da capitalização que os juros oferecem vai ganhando força e agregando valor exponencialmente à aplicação. Vejamos outro maravilhoso exemplo da diferença dos juros no tempo.

  • Ana e Joana, são irmãs gêmeas, ambas possuem 25 anos e trabalham na mesma empresa, ganhando o mesmo salário. Elas estão pensando em investir uma parte dos seus salários para a aposentadoria, que planejam para daqui a 35 anos. Ana decidiu começar agora com aplicações anuais de R$2.000, e fazê-lo por só dez anos. Já Joana preferiu começar daqui a dez anos e aplicar os mesmos R$2.000 por 25 anos, até se aposentar. Minha pergunta é: No momento da aposentadoria quem terá maior capital acumulado, a primeira que poupou R$2.000 por ano durante dez anos, ou a segunda que esperou dez anos para começar, mas poupou os mesmos R$2.000 durante 25 anos?

Não se surpreenda! Pois eu já falei que os juros compostos fazem mágica ao longo dos anos. Com uma taxa de 8% ao ano, quem esperar 10 anos para começar terá R$146.212,00 economizados durante 25 anos, quem começar imediatamente obterá R$198.422,00 que foram economizados durante apenas dez anos. Uma diferença de +35,7%.

A força dos juros-sobre-juros é impressionante, somada a outro ingrediente que é a regularidade das aplicações, isto é, separar aquele dinheiro todo mês, sem falhar, formamos a base da fórmula de sucesso para a aplicação. Perceba os resultados:

  • Para quem tem uma pequena quantia disponível saiba que com apenas R$150, todo mês, com uma taxa líquida de 1%, conseguida fácil hoje em fundos de renda fixa, ao final de 35 anos você terá R$974.290,36. Está bom pra você?

Além do efeito da composição dos juros e do depósito feito regularmente, o último componente é o mais importante e o que causa mais impacto sobre os investimentos, que é a taxa de juros.

  • Volte ao exemplo anterior, imagine agora se você conseguir uma taxa de juros um pouco melhor de 1,2%. Talvez você esteja bem feliz no final destes 35 anos ao contemplar seu patrimônio de R$1.883.644,46

Obter 6%, 8% ou 10% ao ano faz muita diferença no longo prazo, você lembra do exemplo da Ilha de Manhattan?

  • Se os índios americanos aplicassem aqueles 24 dólares a uma taxa de 10% ao ano, eles não só conseguiriam comprar toda a ilha, mas teriam juntado 87 quatrilhões de dólares, dinheiro suficiente para comprar o mundo inteiro! Porém se eles tivessem obtido uma taxa de apenas 6% ao ano teriam acumulado apenas 78 bilhões, aproximadamente apenas um milésimo do que teriam na aplicação com 8%.

Não existe mais segredo, os ingredientes para o crescimento são:

  1. Efeito de capitalização através dos Juros Compostos;
  2. Acumulo de patrimônio através do depósito mensal, e
  3. Crescimento exponencial através de uma melhor taxa de juros.

Está pronta a receita!

Os exemplos acima foram inspirados no livro Investimentos de Mauro Halfeld

Ações são para Longo Prazo

Ações são para Longo Prazo

Momentos como este que estamos passando me dão a plena convicção de que a bolsa de valores é um investimento que requer paciência e persistência.

Digo isto pela queda que estamos vendo hoje no mercado ser tão expressiva e até mesmo desesperadora para alguns.

Vamos pensar um pouco!

O principal índice de referência da bolsa de valores brasileira é o Ibovespa, vamos ver alguns gráficos de "tempo x valores" deste índice:
  • O gráfico abaixo mostra seu comportamento nos dois últimos dias (19 e 22/05/06), com rentabilidade acumulada no período de -3,87%

Acredito que para os que sabem que a renda variável pode sofrer rentabilidade negativa (por isso o nome - VARIÁVEL), este gráfico não seja problema!

  • O próximo gráfico vai mostrar o comportamento do índice nos últimos quatro dias (entre 17 e 22/05/06), com rentabilidade acumulada no período de -8,5%

Começou a ficar menos simpático não? Imagine quem aplicou R$1.000,00 no dia 17 e descobre que hoje tem apenas R$915,00 para sacar. Mas lembre-se que o objetivo do mercado de ações é o longo prazo, continue lendo o artigo, não desanime!

  • O próximo gráfico vai mostrar o comportamento do índice nos últimos oito dias (entre 10 e 22/05/06), com rentabilidade acumulada no período de -15,1%

Agora você vai pensar em desistir não? Os R$1.000,00 viraram R$850,00! Isto pode ser muito doloroso para muitos corações.

A situação dos últimos dias já era muito esperada pelo mercado, pois a bolsa de valores vinha em um ritmo quase que frenético de crescimento, e períodos de correção como este são muito normais.

Segundo os analistas, o desempenho negativo do mercado está ligado ao grau de incerteza com relação à inflação e o rumo dos juros norte-americanos, que podem continuar em alta. Juros mais altos nos EUA significam uma reavaliação dos riscos nas aplicações em países emergentes, como no Brasil, por exemplo, já que é possível ganhar no mercado norte-americano com um risco semelhante.

  • Acompanhe no próximo gráfico o comportamento do índice nos últimos dezesseis dias (entre 26 e 22/05/06), com rentabilidade acumulada no período de -9,5%

Começou a melhorar! Neste gráfico você já vê exatamente o ponto onde a bolsa reverteu a longa tendência de alta (10/05/06) e começou a cair. Em outras palavras, quando olhamos só para depois do dia 10/05/06 vemos apenas a queda da bolsa, e quando ampliamos a visão encontramos o seu comportamento em prazos maiores. Continue a ler e garanto que terá uma boa notícia!

  • O próximo gráfico mostra o comportamento do índice nos últimos quatro meses, com rentabilidade acumulada no período de +16%

Finalmente algum ganho, os R$1.000,00 já são R$1.160,00! Talvez você esperasse mais, porém para obter este mesmo ganho levaríamos vinte meses em uma caderneta de poupança, realmente uma vida, não acha? E fica ainda melhor quando ampliamos mais os horizontes, perceba!

  • O próximo gráfico mostra o comportamento do índice nos últimos quinhentos dias, com rentabilidade acumulada no período de +200%

Perceba a variação da cotação em cada mês, quedas fazem parte do investimento em renda variável e ouso dizer que ainda que a atual tendência de queda do Ibovespa continue, não retira o brilho e a importância desta aplicação.

  • Ações são para o longo prazo, veja o gráfico do Ibovespa em dez anos, com rentabilidade de +844%. Veja aquela aplicação única de R$1.000,00 virar R$8.440,00, só com a valorização das ações. Agora imagine aplicando não só esses R$1.000,00, mas também R$100,00 todos os meses e mais as outras formas de ganho com as ações!

Nem dá pra imaginar a quantia acumulada!

Claramente há momentos de perda de capital, porém você há de concordar comigo....

Ações são ou não são para o longo prazo?

19 maio 2006

Investindo em ações


INVESTINDO EM AÇÕES

Imaginar que comprar, vender ou possuir uma carteira de ações é algo que somente ricos fazem com sucesso, e que quando pessoas sem experiência tentam, perdem tudo o que possuem, é um grande engano. Ser dono de uma carteira de ações poder ser lucrativo, e também deve ser encarado como meio de adquirir cultura e saber o que se passa no país sob o ponto de vista político, industrial e econômico.

Do início de 2006 até o dia 09/05 , a Bolsa de Valores de São Paulo teve alta de 25%. É muito, não acha? A poupança que é o investimento mais tradicional entre os brasileiros acumulou no mesmo período míseros 2,6%, isto mesmo, aproximadamente dez vezes menos.

Porém, do dia dia seguinte (10/05) até hoje (19/05), a bolsa de valores está amargando uma grande queda, que já comprometeu a metade da rentabilidade acumulada este ano. Perceba que ela demorou quatro meses para alcançar o nível máximo, porém para reduzir os lucros em 50% demorou apenas uma semana.

Há um ditado muito conhecido no mercado de capitais: "As cotações sobem de escada e descem de elevador". Ainda que as perspectivas de longo prazo sejam muito favoráveis, este é um cenário que pode amedontrar a muitos "marinheiros de primeira viagem".

Contudo os investimentos em renda variável, como as ações, são assim mesmo. Seu valor pode variar de um dia para o outro, sofrendo influência (positiva ou negativa) das mudanças na política e na economia, no caso acima, o fator determinante para a queda é a alta dos juros básicos da economia americana. Então, o pequeno investidor deve se preocupar mais com as tendências de médio e longo prazos, e não com as oscilações de curto prazo.

Será que o pequeno investidor, aquele que dispõe de uma pequena parcela para investir, deva pensar em aplicar em ações? Eu acredito que sim! Recomendo antes, se informar, procurar saber o quanto de risco está disposto a correr, saber se vai precisar do dinheiro em um curto espaço de tempo, e acima de tudo, não aplicar tudo que se têm, pois é fundamental diversificar os investimentos.

No fim das contas, investir em ações pode ser uma boa para quem não tem muito dinheiro, mas mesmo assim quer uma rentabilidade diferenciada para os seus investimentos. Investir em ações hoje no Brasil, é prático, rápido e seguro, mesmo para o micro e pequeno investidor.

A revista Exame de 29/03/05 com a capa “O Brasil Descobre a Bolsa” mostra a nova era dos investimentos em ações no Brasil: "As empresas nunca levantaram tanto dinheiro. Os pequenos investidores nunca vieram em tão grande número. As ações nunca valeram tanto. O mercado de capitais brasileiro funciona bem pela primeira vez na história".

Existem diversas formas de fazê-lo, seja comprando ações diretamente com uma corretora, participando de um clube de investimento ou de um fundo de ações de um banco.

Este é o primeiro de muitos artigos sobre o tema, aqui no site iremos debater exaustivamente o assunto e promover o melhor esclarecimento possível sobre o investimento em ações.

Apresentando: Clube de Investimento

Aqui você encontrará todo o material necessário e informações a respeito de clubes de investimento, o que é, quais as vantagens e desvantagens, legislação, dicas e muito mais.